John Joseph Gotti nasceu em 27 de outubro de 1940 no bairro nova-iorquino do Bronx. Era o quinto filho de onze – sete meninos e quatro meninas – de John J. Gotti, um imigrante napolitano, e Fannie, uma mulher simples e altruísta, capaz de criar os filhos em um ambiente hostil. Ele e seus irmãos cresceram em uma área muito pobre do Bronx, até que seu pai conseguiu guardar algum dinheiro para se mudarem para o Brooklyn.
Quando ainda muito jovem, o valentão “Johnny Boy” aprendeu a usar os punhos, e seu sonho de se tornar um homem de negócios ou um médico logo cedeu ao de ser um dos bandidos que ele via pelas ruas do Brooklyn.
Entre 1957 e 1961, ele foi preso cinco vezes por furtos menores, mas as acusações sempre acabaram sendo revogadas ou reduzidas.
Em 1960, o ítalo-americano de 20 anos conheceu Victoria DiGiorgio, uma garota dois anos mais nova, com quem se casou em 6 de março de 1962, quase um ano após o nascimento de sua primeira filha, Angela.
Em 1966, Gotti entrou para a Máfia, encabeçada na época por Carmine e Daniel Fatico. Os Gambino o recrutaram e em seguida o confiaram ao saque sistemático dos materiais utilizados no aeroporto John Fitzgerald Kennedy, até que foi descoberto e condenado a três anos de prisão em Lewisburg.
Novamente às ruas, teve que fazer frente à morte de Carlo Gambino e à ascensão de Paul Castellano, que controlava a situação na época.
John Gotti assumiu de modo definitivo a liderança do clã dos Gambino em 1985, sem nenhuma oposição, após assassinar Castellano à queima-roupa. Ele se tornou uma figura assídua dos meios de comunicação no começo de 1986 e, longe do público, moveu suas peças com rapidez.
Condenado à prisão perpétua na penitenciária de Springfield aos 52 anos, Gotti ficou isolado 23 horas por dia durante quase 10 anos, fumando, lendo jornais e convencido de que um dia voltaria à ativa.
O câncer acabou com sua vida enquanto estava na prisão.